Comunicação corporativa: um elemento chave para as empresas

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As empresas deixaram de ser vistas como um mero espaço que abriga escritórios e grupos de pessoas para converterem-se num organismo ativo que promove contato direto entre seus distintos públicos graças às estratégias de comunicação corporativa que utilizam   

As organizações perceberam a necessidade de se reinventar na hora de se conectar com seu público, dada a interação permitida pelas novas tecnologias. Empresas são agora mais dinâmicas, acessíveis e comunicativas – um marco na transformação de suas estruturas e forma de concepção.

Como resposta a esta tendência surge a  comunicação corporativa, que engloba o conjunto de ações necessárias para informar suas atividades e, sobretudo, atender à demanda desejada por distintos públicos.   

Diferentemente de épocas passadas, quando a comunicação era unidirecional e modesta, na atual gestão empresarial a comunicação é interativa e estabelece um sistema bidirecional que traz informações importantes às duas partes.   

Hoje em dia as organizações desenvolvem estratégias de comunicação baseadas tanto no âmbito interno quanto no externo. E, nesse sentido, é de vital importância projetar ações que respondam as necessidades específicas da empresa e do público ao qual são dirigidas as mensagens.

A nível interno se trabalha para reforçar a filosofia corporativa, que é a concepção global da organização, estabelecida pelo corpo diretivo. A partir daí se cria uma cultura organizacional que direciona as ações da empresa levando em conta seus valores e conceitos.

Carmen González Román, especialista em comunicação interna e docente na Next IBS, destaca a importância em criar um clima de confiança entre os colaboradores, uma vez que são estes o canal com mais credibilidade para os os clientes. «Observando os dados e resultados do Barômetro de confiança de Edelman de 2017, o qual aponta serem ‘as mídias sociais de uma companhia mais confiáveis que sua publicidade’, as empresas deveriam pensar seriamente em disponibilizar a seus funcionários os meios necessários e, obviamente, de autonomia para criar comunidades, gerar diálogos com os clientes e com a sociedade em geral, construindo assim uma relação de verdadeira confiança».

Neste tipo de relação é necessário criar um ambiente participativo com os colaboradores, diretores e todo pessoal que trabalhe na empresa. Igualmente, é primordial estabelecer uma comunicação horizontal, onde as informações não tenham barreiras que atrapalhem o diálogo entre funcionários e superiores.   

Carmen vê com preocupação a desconfiança gerada pela má gestão da comunicação interna no ambiente de trabalho. «Algo que desorganizou a comunicação interna nas empresas e organizações, até mais que a revolução digital, foi a crise de confiança, de credibilidade, que nos atingiu.

É por esta razão que, quanto melhor seja o ambiente laboral internamente, melhores serão as relações estabelecidas com o público externo – o que sem dúvidas refletirá no sucesso das metas comerciais estabelecidas pela instituição.   

Na relação com o público externo, as empresas devem estabelecer um sistema de comunicação institucional dirigido ao seu público objetivo. Não se trata de ter dados pessoais como nome, sobrenome e endereço; é imprescindível contar com informações relativas ao estilo de vida, preferências e gostos do target. Essa informação permitirá conseguir um maior impacto através da personalização das mensagens e como são recebidas.

Um dos desafios a ser enfrentados pela empresa é fidelizar os clientes, como salienta a especialista em comunicação interna: «os cidadãos, portanto, clientes e usuários de empresas e instituições, são cada vez mais cautelosos na hora de se tornarem ‘embaixadores’ de uma marca».  

Nessa perspectiva Carmen aponta como solução para tal demanda um novo modelo empresarial no qual se confia no funcionário como melhor representante da organização. «Essa crise demanda das instituições um novo modelo no qual sejam ouvidos todos os grupos de interesse e haja confiança especialmente nos empregados para liderar a comunicação. É tarefa dos responsáveis pela comunicação interna, avalizados pelos altos diretores, formar esse papel que vai mais além do tradicional «funcionário como representante da marca».  

A fragmentação do público, atendendo a seus interesses específicos, traça a linha comunicacional e discursiva que deve seguir a empresa para falar sua mesma linguagem e suprir as necessidades emocionais que exigem as novas gerações.

Na Next IBS conhecemos a realidade empresarial e a atual demanda do mercado de trabalho, razão pela qual contamos com um programa de formação completo no âmbito da comunicação corporativa: Máster en Dirección de Comunicación Corporativa y Marketing Digital.

 

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