Estamos em risco se não cuidarmos melhor do meio ambiente

Relatório divulgado hoje pela ONU aponta que países não estão fazendo o suficiente para preservar a saúde do planeta. Precisamos cuidar do meio ambiente.

A sexta edição do Panorama Ambiental Global, realizado pela ONU Meio Ambiente, traz alarmantes perspectivas para o futuro do planeta. 250 cientistas participaram da produção do Geo-6, documento de 745 páginas elaborado ao longo dos últimos cinco anos. E os resultados da destruição que causamos ao planeta são muitos; sobretudo se contundentes ações não forem efetivamente postas em prática.

Por exemplo, a saúde das populações ameaçada cada vez mais, ou a poluição nos sistemas de água potável fazendo que a resistência antimicrobiana seja a maior causa de morte até 2050. Orienta que até o mesmo ano seja posta em prática uma política de lixo quase zero, e que com a simples redução no desperdício de alimentos e menor consumo intensivo de carne reduziríamos em 50% a obrigatoriedade de ampliar a produção de alimento à uma população pode chegar a 10 bilhões de pessoas. Hoje se desperdiça nada menos que chocantes 1/3 dos alimentos. 

Num futuro nem tão distante também vamos mal: os governantes não estão seguindo a trilha dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Planejados para 2030, podem não ser cumpridos nem com atraso de 20 anos. Se nada for feito já, o custo de atingir as metas do Acordo de Paris aumenta, até chegar um dia em que simplesmente não possam mais ser alcançadas. O acordo, que limita o aquecimento global, é o mesmo que Donald Trump quer tirar os EUA no próximo ano, e pode ser seguido pelo Brasil de Jair Bolsonaro. 

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Capa do relatório apresentado: planeta saudável, pessoas saudáveis.

Profissionais de mais de 70 nacionalidades trabalharam na elaboração do documento, publicado na 4ª Assembleia das Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Nairóbi. Há uma notícia alentadora, felizmente. As nações dispõem de ciência, tecnologia e recursos para adotar um desenvolvimento sustentável, e 2% do PIB aplicado em investimentos verdes proporcionariam o mesmo crescimento previsto atualmente a longo prazo – com muito menos impacto ambiental, câmbio climático e protegendo nossa água e ecossistemas.

Resta agora que governantes, empresas e demais lideranças adotem essa ideia, trocando modelos de produção obsoletos e danosos. E, claro, que todos façamos a nossa parte, economizando luz, não desperdiçando água, reciclando e empreendendo as “pequenas atitudes” cotidianas.

 

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