Renfe anuncia trens de alta velocidade low cost para 2020

Isaías Táboas, presidente da Renfe, explicou o novo serviço de trens rápidos a preços populares e falou sobre a abertura do mercado ferroviário na última edição do Foro Next Educación, em um diálogo com o jornalista Manuel Campo Vidal.

Isaías Táboas anunciou, durante a conversa com o jornalista e presidente da Next Educación, Manuel Campo Vidal, que a companhia espanhola oferecerá o serviço de trens AVE (alta velocidad española) com preços mais baixos a partir do segundo semestre. O primeiro trajeto contemplado será entre Madri e Barcelona. Outra novidade é ter 100% das locomotivas com internet wifi até 2023. Esse processo faz parte de uma “enorme aposta pela digitalização para agregar valor e atender as demandas dos passageiros”, explica.  

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Nesse sentido, explanou que metade do quadro de funcionários será renovado durante os próximos oito anos, para “captar talento profissional e motivacional”.

A respeito da abertura do mercado em 2020, assinalou que é uma oportunidade tão promissora quanto a chegada do AVE em 1992. Apesar de ter o monopólio para viagens ferroviárias de longa distância, o presidente da companhia reconheceu que o transporte de mercadorias ainda é realizado em maior número por estradas e rodovias.    

Sublinhou ainda que “sair do mercado habitual é imprescindível quando se quer seguir crescendo e aprendendo, sobretudo porque quanto maior a experiência, maior a força no mercado de origem”. O objetivo da Renfe é que 10% do faturamento venha de mercados internacionais.     

Táboas confirmou que os espanhóis estão assessorando a empresa que está construindo a linha férrea de alta velocidade entre Houston e Dallas, nos Estados Unidos. De toda forma, comentou que de momento a ideia é “centrar nos mercados europeus, os quais conhecemos melhor”; sem descartar outras regiões como ásia e américa.   

No Foro Next Educación reconheceu ainda que o parque ferroviário do país está envelhecido: “não se investiu o suficiente na frota de Cercanías (trens de área metropolitana) e de longa distância, os quais foram os grandes esquecidos pelos poder público”. Dessa forma, a meta é ampliar os investimentos “para fomentar o uso desse meio transporte”.

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